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Informativo - nº062 - Janeiro de 2008 - roberto de a silva
Nome: roberto de a silva
Endereço: rua dos funcionários, 1559
Bairro: cabral
CEP: 80035050
Município - UF: Curitiba - PR
E-mail: MANDAR E-MAIL
- Informativo -
BOLETIM
DICAS & NOTÍCIAS & INFORMAÇÕES APÍCOLAS
Ano II - nº 62 - 07 de Janeiro de 2008
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LEIA NESTA EDIÇÃO:

1 - Um minuto de Reflexão; 2 - Estado sedia núcleo de inteligência sobre mel; 3 -
REDUÇÃO DE 34,5% NAS EXPORTAÇÕES DE MEL E AUMENTO DE 5,7% NO PREÇO, EM
NOVEMBRO/2007; 4 - NORMATIZAÇÃO NA CADEIA PRODUTIVA APÍCOLA; 5 - AS BOAS
PRÁTICAS NA COLHEITA E QUALIDADE DO MEL ; 6 - 20 ferroadas por dia é o preço de
ser apicultor ; 7 - Luz ecológica; 8 - CONGRESSO NACIONAL DE APICULTURA JÁ TEM
TEMA DEFINIDO; 9 - ABELHAS SÃO RESPONSÁVEIS PELA POLINIZAÇÃO DE 73% DAS
ESPÉCIES CULTIVADAS NO MUNDO; 10 - 17º CONGRESSO BRASILEIRO DE APICULTURA,
de 1 a 04 de junho de 2008, Belo Horizonte – MG; 11- O mel pode ajudar a emagrecer?;
12 - 12– CHINA - SE DETECTARAM ANTIBIOTICOS NO MEL
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1 - Um minuto de Reflexão

. \"Quando você tem que fazer uma escolha e você não a faz, isto já é uma escolha.\" -
J.
A.
Froude

· \"O que fizer de sua vida é responsabilidade sua. Você tem todos os recursos de que
necessita; o que fará com eles é de sua responsabilidade. A escolha é sua.\" - Claudia
Giovanni
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2 - Estado sedia núcleo de inteligência sobre mel

O Rio Grande do Sul sediará o núcleo de inteligência competitiva da apicultura do Brasil a
partir de 2008. A implantação ocorrerá em parceria com o Sebrae e tem como objetivo
produzir conhecimento sobre cenários, tendências, ameaças e oportunidades de mercado.
A ação é uma das iniciativas a serem desenvolvidas pela Confederação Brasileira de
Apicultura (CBA), que também promoverá o programa nacional de georreferenciamento
da atividade.

\'A idéia é mapear os apiários e compor um webmapa, que indicará, por exemplo, o local
onde o mel foi produzido, o tipo de flora e as instalações, agregando valor ao produto\',
explicou o presidente da CBA e da Câmara Setorial do Mel do Brasil, José Cunha. Ele
destacou que o segmento foi o único selecionado para integrar o projeto do Sebrae. \'Os
apicultores estão ansiosos que a União Européia (UE) libere o produto brasileiro\',
apontou
o dirigente.

Cunha adiantou que, no início de 2008, o RS começará a mobilizar toda a base produtiva
do setor da apicultura para formatar o programa de georreferenciamento, que está
implementado no Rio de Janeiro e tem 70% de sua execução no Pará. Segundo o
dirigente, a inauguração da nova sede da confederação, no prédio no 41.111 da Faculdade
de Agronomia da Ufrgs, também facilitará o acompanhamento de projetos-pilotos na área
de sanidade apícola. \'Esse é um marco na apicultura brasileira. Até há pouco, a sede da
CBA funcionava na casa do presidente\', ressaltou.

A estrutura na Ufrgs possibilitará a realização de análises laboratoriais. \'Além disso,
haverá capacitação e adoção de boas práticas na produção, porque a segurança alimentar
ainda é um gargalo no Brasil\', assinalou Cunha. O comodato com a universidade tem
validade de dez anos e pode ser renovado. \'Em parceria com a Fundação Banco do
Brasil,
investimos R$ 60 mil na recuperação do prédio e R$ 200 mil em equipamentos.\'

Fonte: WebApacame - Veículo: Correio do Povo - RS - Seção: Rural - Data: 24/12/2007 -
Estado: RS
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3 - REDUÇÃO DE 34,5% NAS EXPORTAÇÕES DE MEL E AUMENTO DE 5,7% NO PREÇO, EM
NOVEMBRO/2007

O valor exportado (US$1,26 milhão) reduziu 34,5% em relação ao mesmo mês anterior. O
preço recebido pelos exportadores (US$ 1,85/kg) cresceu 5,7% . A receita das
exportações de janeiro a novembro (US$ 19,1 milhões) acumulou uma queda de 13,7%,
em relação ao mesmo período do ano passado.

Prezados (as) integrantes e colaboradores (as) da Rede APIS encaminhamos, em anexo,
atualização de estatísticas sobre exportações brasileiras de mel, cera e própolis,
referentes ao período de janeiro a novembro de 2007.

As exportações de mel em novembro de 2007, US$ 1.258.372,00, tiveram uma redução de
34,5% em relação ao mês anterior (outubro/2007). Essa queda no valor das exportações é
um pouco maior, redução de 35,0%, quando comparada com novembro de 2006. O preço
médio das exportações aumentou 5,7%, passando de US$ 1,75/kg em outubro para US$
1,85 em novembro. Entretanto, a média de preços praticadas nos primeiros onze meses
deste ano (US$ 1,85/kg) ainda é ligeiramente inferior à média de idêntico período do ano
passado (US$ 1,88/kg).

Comparando-se o desempenho das exportações de mel por Estado, no mês de novembro
de 2007, com igual mês do ano passado, constata-se que:

Apenas sete Estados (CE; PR; PI; RN; RS; SC e SP) realizaram exportações em
setembro/2007. Os 03 maiores exportadores foram os estados de São Paulo (US$
246.134,00); Rio Grande do Sul (R$ 113.596,000) e Ceará (R$ 93.620,00). Os únicos
Estados que tiveram aumento no valor das exportações foram o Rio Grande do Norte (+
127%) e Rio Grande do Sul (+ 181%).

O melhor preço foi o recebido pelo Estado do Ceará (US$ 2,42/kg). Além do Ceará,
apenas o Paraná (US$ 1,94/kg|) e São Paulo (US$ 1,87/kg) tiveram preços acima da
média de novembro/2007(US$ 1,85/kg). O menor preço foi o recebido por Santa Catarina
(US$ 1,54/kg).

De janeiro a novembro deste ano, houve queda de 13,7% no valor acumulado com as
exportações de mel (US$ 19.050.650,00), em relação ao mesmo período do ano passado.
Entretanto, essa receita de exportação ainda é quase de 17% superior aos valores
exportados (US$ 16,3 milhões) de janeiro a novembro de 2005, quando ainda não
estávamos sob a imposição do “embargo europeu”.

Nos últimos dois anos, em média, apenas cinco empresas responderam por mais de 50%
das exportações de mel e 10 empresas por 2/3 (dois terços) do total exportado. Das dez
maiores empresas exportadoras no período de janeiro a setembro deste ano, quatro são
de São Paulo, duas são de Santa Catarina e as demais são do Rio Grande do Sul, Piauí,
Ceará e Paraná.

Nos onze primeiros meses deste ano, em relação a igual período de 2006, permite
constatar que:

Os sete principais Estados exportadores no período de Janeiro a novembro deste ano
foram: SP (US$ 6,65 milhões); CE (US$ 2,68 milhões); RS (US$ 2,62 milhões); PI (US$
2,34 milhões); SC (US$ 2,19 milhões); PR (US$1,32 milhões) e RN (US$ 865,55 mil) .

O Rio Grande do Norte obteve o maior aumento no valor das exportações (+ 43,2%).
Além dele, apenas dois outros Estados tiveram incrementos nos valores exportados: RS (+
16,6%) e MG (+ 7,8%). O preço médio de janeiro a novembro deste ano foi de US$
1,63/kg de mel, superior aos US$ 1,59/kg praticado no mesmo período de 2006.

Em novembro de 2007, as nossas exportações e mel para o mercado americano (US$
1.247.498,00) caíram mais de 35%, em relação ao mesmo mês do ano anterior. Este
quadro se agrava quando observamos que nesse mês, praticamente, toda nossa
exportação (mais de 99%) foi para esse país.

De janeiro a novembro deste ano, 89,7%de nossas exportações de mel foram para o
mercado americano (US$ 17.012.909,00). Vale lembrar que, desde 2005 o Brasil passou
de 7º (sétimo) para 4º (quarto) maior exportador de mel para os Estados Unidos.
Entretanto essa posição está sendo ameaçada pela retomada das exportações de mel da
china para o mercado americano, que desde junho deste ano vem crescendo de forma
vigorosa.

Ver arquivo “Import USA Países”, fornecido pela DAI Brasil. Suspeita-se que esteja
havendo uma “triangulação” para exportação de mel da china para os EUA, através de
outros países, em especial através do Vietnam, que vem aumentando as suas exportações
para o mercado americano, em face da entrada em vigência, a partir de 01/05/2007, da
exigência da Aduana Americana de pagamento à vista da tarifa “anti-dumping” de mais de
200%, sobre a importação de mel da China.

Embora o cenário para os próximos meses seja de estagnação do mercado, este quadro
pode se reverter, pelos seguintes motivos:

Indícios de que a Europa possa estar com um estoque de mel considerado baixo para essa
época, de inverno Europeu.

Provável retorno das exportações de mel do Brasil para a Europa. Cenário decorrente do
aparente êxito da missão da União Européia, que veio ao Brasil, período de 27/2 a 08/3 de
2007, para avaliar a implementação do PNCR (Programa Nacional de Controle de
Resíduos).

Entretanto, para retornar as exportações de mel brasileiro para a Europa, o setor deverá
estar preparado para responder a um outro grande desafio: a exigência de implantação do
Sistema HACCP/APPCC, conforme Regulamentos (CE) n.o 852, 853 e 854/2004 do
Parlamento e do Conselho Europeu. Um outro complicador é a possível exigência de SIF
para as Casas de Mel fornecedoras para os entrepostos que pretendem exportar para a
União Européia. Na interpretação do setor exportador essa exigência extrapola as
exigências da União Européia em relação ao HACCP. Segundo algumas lideranças, caso
essa exigência venha a se concretizar, estar-se-ia decretando um “embargo federal” para
as exportações de mel para a Europa.

A análise da exportação de outras ceras de abelhas” (NCM 1521.9019), permite concluir
que:

De janeiro a novembro de 2007, o valor das exportações foi de US$ 4.037.121,00,
representando uma redução de 18,7%, em relação a igual período de 2006. Deste total
comercializado, mais de 81% foi somente com o Japão (US$ 3,3 milhões). A liderança na
exportação foi de São Paulo (US$ 2.374.361,00), seguido de Minas Gerais (US$
1.503.787,00), que vem ampliando a sua participação. Nesse período, o preço médio caiu
de US$ 87,30 para US$ 73,14/kg. As exportações no mês novembro (apenas US$
302.815,00) tiveram uma queda de 32,1%, em relação ao mesmo mês do ano passado.

Da análise da exportação de própolis” (NCM 1521.9011), observa-se que, nos onze
primeiros meses deste ano, houve uma forte queda na receita de exportações. Foram
exportados apenas US$ 43.926,00, sendo que, no mesmo período do ao passado, as
exportações foram de US$89.283,00. O preço médio foi de apenas US$ 36,8/kg.

Vale destacar que as classificações (NCM 1521.9019) e (NCM 1521.9011) não possibilitam
uma análise mais precisa do mercado de cera de abelha e de própolis, por, muitas vezes,
comportarem produtos distintos sob a mesma classificação. Provavelmente, ambas tratam
do mesmo produto, ou seja: da própolis.

Fonte: Reginaldo Barroso de Resende - Coordenador Nacional da Rede APIS - UAGRO -
SEBRAE NACIONAL - tel: (61) 3348-7386 / fax: (61) 3447-7630
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4 - NORMATIZAÇÃO NA CADEIA PRODUTIVA APÍCOLA

Teresina, Piauí, Brasil - Comunique-se - Por Ricardo Costa Rodrigues de Camargo -
Pesquisador da Embrapa Meio-Norte - ricardo@...

Atualmente, as relações mercadológicas entre os países importadores e exportadores
incorporaram exigências de padronização de procedimentos, que visem garantir a
qualidade do produto ou serviço, em função de um mercado globalizado. Segundo dados
da OMC (Organização Mundial de Comércio) 60% das exportações é realizada por países
desenvolvidos. Na visão do Banco Mundial em seu relatório de desenvolvimento mundial
de 1999, \"os países pobres diferem dos ricos na carência de instituições para certificar
qualidade, estabelecer e aplicar normas e padrões, assim como reunir e disseminar a
informação necessária à realização de negócios\".

Nesse mercado extremamente competitivo os países buscam paralelamente crescimento e
proteção de seus produtos e mercados, ao passo que os blocos econômicos buscam
diminuir obstáculos internos entre seus parceiros, criando outros externos. Esses
obstáculos são flexíveis de acordo com as alterações momentâneas de mercado e estão
sujeitos a transformações, aonde as barreiras alfandegárias vem dando lugar as barreiras
técnicas.

Um bom exemplo dessa situação atual do mercado ocorreu com o mel brasileiro que
sofreu embargo por parte da União Européia em meados de 2006, interrompendo a
exportação do mel para países do bloco, maiores compradores de nosso mel. Esse
embargo que perdura até hoje, apesar de todos os esforços conjuntos dos órgãos
governamentais e do setor produtivo em atender as exigências dos importadores, fez que
com toda a cadeia produtiva do mel se organizasse na busca de soluções que
viabilizassem o retorno das exportações para a União Européia.

Uma das principais ações que vem contribuindo para a organização do setor foi a criação
no âmbito do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - MAPA da Câmara
Setorial da Cadeia Produtiva do Mel e de outros Produtos Apícolas.
Instituída no início de 2006 sob a coordenação do presidente da Confederação Brasileira
de Apicultura - CBA os trabalhos da câmara vêem propiciando a discussão dos principais
entraves para o desenvolvimento da apicultura no país, com a articulação efetiva dos
diversos elos da cadeia produtiva, setor governamental, instituições de capacitação,
assistência técnica, fomento e pesquisa e desenvolvimento.

A partir desse trabalho foi formada dentro da Câmara uma comissão para a elaboração de
um programa de avaliação da conformidade para a apicultura nacional. Formada por
representantes de diversos órgãos como Embrapa, INMETRO, ABNT, SEBRAE, EPAGRI e
representantes de empresas apícolas, associações de produtores a comissão delineou um
plano estratégico para a formação de um programa de avaliação da conformidade que irá
permitir que a apicultura nacional disponha dos mecanismos necessários de comprovação
da qualidade dos produtos oriundos de sua atividade, levando a uma agregação de valor
aos seus produtos e a inserção e manutenção desses produtos no mercado mundial.

Como uma das principais ações da comissão foi à solicitação junto a Associação Brasileira
de Normas técnicas - ABNT para formação de uma Comissão de Estudos Especiais
Técnicos - CEET para a elaboração de normas técnicas para a cadeia apícola. Essa CEET
foi instituída oficialmente em maio de 2007 e tem a coordenação da Embrapa, sendo
aberta a participação de qualquer cidadão brasileiro, representante de órgão de classe ou
não e terá com principal objetivo a elaboração e disponibilização, por meio de normas
oficiais, das bases técnicas e referenciais para a aplicação do programa de avaliação da
conformidade da apicultura nacional.

A normalização representa uma ferramenta extremamente eficaz para assegurar a
qualidade de produtos e processos, na comprovação da organização do setor, na proteção
de seus produtos frente a eventuais restrições técnicas e no atendimento das exigências
de mercado. O processo de normalização resulta da percepção compartilhada dos agentes
econômicos de que há vantagens em se chegar a um acordo voluntário, para estabelecer
bases comuns para o fornecimento de um produto, processo ou serviço, utilizando a
tecnologia como instrumento, face à diversidade do mercado.

As normas são estabelecidas por consenso e são voluntárias em sua aplicação pelo
mercado, diferindo dos regulamentos que são compulsórios. São desenvolvidas por
organismos de normalização e irão estabelecer os requisitos ou diretrizes para atividades
ou os seus resultados (produtos, serviços, etc.) Ela terá auto-regulação da sociedade e são
focadas no mercado.

Já os Regulamentos Técnicos são documentos semelhantes, emitidos por uma autoridade
regulatória, mas que são obrigatórios, podendo, entretanto, se basear em normas
técnicas, tendo foco e atuação no mercado interno e nacional. Os regulamentos técnicos e
as normas técnicas devem ser complementares, embora a normalização propicie um
diferencial de mercado gerando, normalmente, padrões acima dos estabelecidos pela
legislação, embora nunca a sobrepondo.

Para o país o seu acervo de normas representa a formalização, a consolidação e a
universalização do acesso à sua tecnologia. Diversos países já dispõem de normas
técnicas voltadas ao setor apícola, como é o caso da Argentina, Chile, Uruguai e países da
União Européia.

Os trabalhos da CEET ocorrem por meio de reuniões periódicas, decididas previamente,
por meio de calendário de reuniões anuais, onde seus participantes discutem e elaboram
os textos das propostas de normas. As normas a serem desenvolvidas pela CEET são
determinadas conforme a necessidade do setor, formando um plano de trabalho, com a
execução das normas, conforme as prioridades estabelecidas pelo próprio setor.

Os textos em elaboração são disponibilizados a todos seus participantes ou interessados
por meio eletrônico. Ao se chegar em consenso quanto à qualidade do texto, essa
proposta ainda passará por consulta pública, estando disponível no Diário Oficial da União,
por 60 dias permitindo o envio de sugestões pelos cidadãos em geral e eventual alteração
do seu texto, para só então ser oficializada no âmbito da ABNT.

Apesar de se buscar por meio das normas um padrão diferenciado nos processos
produtivos e conseqüentemente nos produtos gerados, um de seus objetivos é a sua
aplicabilidade permitindo a sua utilização pelo maior números de produtores, devendo,
portanto levar em conta a realidade do setor, sem deixar de estabelecer os padrões
diferenciados de qualidade.

Nesse sentido, a CEET tomou como prioridade para o desenvolvimento de seus primeiros
trabalhos, o principal produto da apicultura nacional, que é o mel, para que depois no
futuro sejam contemplados todos os outros produtos oriundos da produção apícola.

Sendo assim, a missão da CEET-ABNT da Cadeia Apícola é de congregar as expertises do
setor, os produtores, órgãos governamentais, e todos os segmentos do agronegócio
apícola, para que em conjunto sejam elaboradas normas que contemplem todos as fases e
elos da cadeia produtiva do mel, desde sua produção no campo, sua extração, seu
processamento, caracterização de suas especificidades, envolvendo sistemas de
rastreabilidade, métodos de ensaio, insumos, utensílios e equipamentos.

Com esse trabalho espera-se um incremento no desenvolvimento da apicultura nacional
permitindo ao país comprovar a qualidade diferenciada de seu mel e de seus produtos
apícolas, ampliando seus mercados e melhorando seu ranking na produção mundial de
mel, contribuindo dessa forma, para a geração de renda no campo, melhoria da qualidade
de vida e conservação ambiental de sua rica biodiversidade.
Fonte: WebApacame - Veículo: Comunique-se - Seção: Pautas - Data: 21/12/2007 -
Estado: RJ
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5 - AS BOAS PRÁTICAS NA COLHEITA E QUALIDADE DO MEL

Por Maria Teresa do Rego Lopes - Pesquisadora da Embrapa Meio-Norte - mteresa@...

A qualidade do mel pode ser significativamente afetada pelo manejo durante a colheita.
Essa etapa pode ser considerada a primeira fase crítica do processo de obtenção do
produto, onde o mel ficará exposto às condições ambientais e de manuseio que poderão
interferir em sua qualidade final. Deve-se lembrar que as abelhas produziram o mel e o
armazenaram de forma a permitir sua conservação por um longo período. Assim, o
apicultor deve realizar procedimentos adequados desde o momento da retirada do mel das
colméias até o seu transporte à unidade de extração (casa de mel), de forma a interferir o
mínimo possível na qualidade do mel e garantir a manutenção de suas características
originais.

Para que isto ocorra, destaca-se, em primeiro lugar, a higiene do apicultor e dos materiais
apícolas. As pessoas envolvidas na colheita devem utilizar vestimenta apícola adequada e
devidamente limpa. O ideal seria dispor de vestimentas apenas para colheita do mel e
outras para os demais serviços realizados no apiário. Os materiais utilizados na colheita
também devem estar devidamente limpos e ser destinados apenas para esse fim, de
forma a evitar qualquer contaminação do produto por substâncias presentes nesses
utensílios.

A colheita deve ser realizada, de preferência, entre 9 e 16 horas, em dias ensolarados.
Nunca realizá-la em dias chuvosos ou com alta umidade do ar, o que acarretaria o
aumento do índice de umidade no mel. Deve-se evitar também a exposição das
melgueiras ao sol por longo período de tempo, o que pode levar ao aumento do teor de
hidroximetilfurfural (HMF) no mel. A presença desse composto em altos níveis é
indesejável, pois indica que o mel foi superaquecido ou que já está envelhecido.

Como o mel é um produto que absorve odores do ambiente, durante a retirada dos
quadros com mel, deve-se tomar bastante cuidado com o uso do fumigador para evitar
que o mel fique com gosto e cheiro de fumaça. Assim, não devem ser utilizados materiais
de combustão inadequados, como esterco de animal, plásticos, madeiras com resíduos de
tintas ou óleos, etc. Recomenda-se exclusivamente materiais de origem vegetal, como a
maravalha ou serragem de madeira não-tratada, e que não apresente forte odor quando
queimada. A fumaça aplicada deve ser fria, livre de fuligem e em quantidade mínima
necessária para a retirada dos quadros, direcionando-a paralelamente à melgueira. Deve-
se evitar a aplicação direta de fumaça sobre os quadros.

A coleta dos quadros deve ser realizada de forma seletiva, ou seja, devem ser retirados
apenas aqueles que apresentarem no mínimo 90% de seus alvéolos operculados, o que
indica que o mel apresenta percentual de umidade adequado. Não colher quadros que
apresentem crias em qualquer fase de desenvolvimento, grande quantidade de pólen,
mel \"verde\", ou seja, com altos índices de umidade, que as abelhas ainda não
opercularam. A quantidade elevada de água no mel facilitará a proliferação de leveduras,
levando-o a fermentar, tornando-o impróprio para o consumo e impossibilitando a sua
comercialização.

As melgueiras coletadas nunca devem ser colocadas no chão. Recomenda-se o uso de um
suporte, que pode ser um ninho vazio, colocado ao lado da caixa, para receber a
melgueira. Apoiada nesse suporte coloca-se uma base, de preferência uma prancha de
aço inoxidável, ou mesmo uma tampa nova de colméia, que receberá uma melgueira
vazia onde os quadros de mel serão colocados. Sobre a melgueira deve ser colocada uma
tampa, de forma a evitar o saque pelas abelhas e a sua indesejada presença durante o
transporte.

O transporte das melgueiras deve ser feito em veículo devidamente limpo e que não
apresente qualquer tipo de resíduo (de produtos químicos, adubos, esterco etc.) que possa
contaminar o mel. O piso da superfície de carga deve ser revestido com material (lona
plástica, por exemplo) devidamente limpo de forma a evitar o contato das melgueiras
diretamente com o piso. Recomenda-se também que as melgueiras sejam cobertas com
lona para evitar a contaminação do mel por poeira ou sujeiras, evitando também que
abelhas sejam atraídas pelo mel.

Durante o carregamento do veículo, evitar sua exposição prolongada ao sol, o que
influenciaria negativamente na qualidade do mel. Nessa etapa, recomenda-se a
participação de, no mínimo, três pessoas para garantir maior rapidez e eficiência.
O transporte deve ser realizado com muita precaução para evitar acidentes com a carga.
Assim, recomenda-se a amarração eficiente das melgueiras e o deslocamento cuidadoso
do veículo, principalmente em vias de acesso com irregularidades. Realizar boas práticas
no campo por ocasião da colheita do mel significa, portanto, o primeiro passo na obtenção
de um produto de boa qualidade que, com certeza, terá ótima aceitação no mercado que
está cada vez mais exigente quanto à qualidade dos produtos apícolas.

Fonte: WebApacame – Veículo: Maxpress - Seção: Notícias - Data: 27/12/2007
Estado: SP
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6 - 20 ferroadas por dia é o preço de ser apicultor

Vanessa Selicani - Especial para o Diário - ‘Diário’ acompanha a retirada de 70 mil
abelhas - Vinte ferrões por dia é o preço para ser um caçador de abelhas. A pele se
acostuma à dor depois de alguns anos, garantem os especialistas. E o veneno também já
não faz mais efeito, dizem.

Quem tem como profissão não só criar abelhas, mas também retirar colméias, aprende a
conviver e respeitar o inseto. O trabalho é duro. Em um dia, Antônio Pandovani Júnior, 51
anos, o Toninho das Abelhas, de São Caetano, diz fazer cinco remoções em toda a Região
Metropolitana de São Paulo. Já o salário varia muito. Fernando Benyhe, 68 anos, de Mauá,
e Francisco Eudes de Souza, 41, não cobram nada pela remoção.

Toninho cobra uma taxa de R$ 100, que diz não exigir dos clientes que não têm condições
financeiras. A retirada das colméias rende mais dinheiro do que a criação das abelhas e a
fabricação de mel por mês. Em outubro, foi ele quem retirou a colméia no bairro
Centreville, em Santo André, onde um homem morreu após levar cerca de 150 ferroadas.

Desde 1995, quando foi proibido o extermínio das abelhas, os apicultores encontraram na
remoção de colméias chances até de remuneração.Eles não se intimidam com uma chuva
de abelhas. Na retirada das colméias, ficam completamente tomados pelos insetos.

‘Diário’ acompanha a retirada de 70 mil abelhas - Vanessa Selicani - Especial para o Diário.

O Diário acompanhou a remoção de uma colméia com mais de 70 mil abelhas. Ela foi
retirada de uma casa na Vila Rica, em Santo André. As roupas especiais têm um tecido
leve, que dão a impressão de que não irão proteger. Na companhia do apicultor Toninho
das Abelhas e seu ajudante Radu Cesca, 53 anos, fomos à caça. O ritual começa com
esguichos de fumaça, que servem para acalmar os animais. Na casa, aguardando pela
retirada da colméia, duas crianças e uma mulher de portas trancadas.

O fotógrafo Fernando Dantas se comprometeu ir até as abelhas com os caçadores.
Esquecer de colocar luvas e botas custaria caro para nosso fotógrafo mais tarde: dez
ferroadas. A ação não leva mais de uma hora. O desafio é transferir a abelha rainha para
a nova colméia que será levada pelo apicultor e depois esperar que todas as outras a
acompanhem.

Em meia hora de serviço, não é mais possível ficar no quintal sem as roupas especiais. O
fotógrafo, suado e assustado, prefere sair do quintal. As abelhas ainda ficarão por lá até
todas serem transferidas para a nova casa.Toninho leva os restos da colméia para o carro,
que vive cheio de abelhas, e vai embora. Tem uma sugestão de matéria? Envie para o
Diário

Fone: WebApacame - Veículo: Diário do Grande ABC - Seção: Minuto à Minuto - Data:
30/12/2007 - Estado: SP
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7 - Luz ecológica

José Renato Nalini - Na linha de mostrar que nem tudo está perdido em relação ao meio
ambiente brasileiro, iniciativas isoladas podem se mostrar meritórias na efetiva tutela da
natureza. Nem sempre elas derivam de consciência ambiental. Muita vez, é a necessidade
a responsável por essas medidas. Seja como for, quem ganha é essa órfã chamada
natureza. A mais desprezada, abandonada e maltratada dentre as riquezas gratuitamente
oferecidas à humanidade.

A economia baseada no consumo de petróleo não serve apenas ao transporte. Há
inúmeras atividades condicionadas a esse combustível fóssil e em vias de extinção.
Discuta-se quanto se queira. Um dia o petróleo acaba. E talvez o homem não esteja
preparado para essa realidade. Pois uma das indústrias dependentes do petróleo é a de
velas. Elas são feitas de parafina. E para poder subsistir no mundo em que o barril de
petróleo se aproxima a 100 dólares, essa atividade precisou se reinventar. Para isso, em
sábia conciliação do útil com o agradável, surgiu a fabricação da vela ecológica. Ela é feita
não mais com parafina derivada do petróleo, mas com ceras vegetais. Obtidas de palma,
girassol, soja e até de arroz.

O setor de velas não é tão pequeno quanto se possa imaginar. Movimenta 360 milhões de
dólares anuais no Brasil. É formado por centenas de empreendimentos familiares. Pelo
menos 40% deles são micro ou pequenas empresas. A indústria das velas ingressou na
era ecológica. A matéria-prima ecológica é tendência na construção civil, no vestuário, na
alimentação e, por que não chegaria às velas?

A cera vegetal já era utilizada para a fabricação de velas aromáticas e decorativas. Agora,
também serve para as demais velas. Aquelas para o culto religioso, para os lares ainda
desprovidos de energia elétrica e também para as emergências causadas pela súbita
interrupção do fornecimento. Ainda é pequena a percentagem de cera ecológica na
fabricação de velas. Atinge cerca de 10% da produção. Mas o interessante é que a
produção também cresceu na mesma percentagem.

Essa é uma alternativa para tantos que ainda não encontraram o seu viés de realização
profissional. São poucos os fornecedores da matéria-prima ecológica. Os apiários são
fontes permanentes de cera. Produto o mais puro, resultante da atividade incessante das
abelhas. Não é difícil criar abelhas. Praticamente não dá trabalho. Apenas é preciso
dominar a técnica para a retirada do mel. E manter ambiente em que as abelhas possam
se abastecer do pólen, a sua matéria-prima para fabricar esse substituto ideal do açúcar.

O mel não tem qualquer química na sua produção. É puro, tem própolis e inúmeras
propriedades regeneradoras do organismo humano. Um campo novo se abre com o
desaparecimento das colméias americanas. Muita gente não chegou a tomar
conhecimento, mas as abelhas norte-americanas sumiram. Os laranjais da Califórnia eram
habitat natural para inúmeras das operárias do mel. Misteriosamente, elas tomaram
paradeiro ignorado. Ou morreram? Ou já é sinal do comprometimento ecológico de uma
pátria que se recusa a se submeter aos pífios comandos do Protocolo de Kyoto?

Aqui no Brasil as abelhas ainda cumprem sua missão. Assim como aconteceu com os
laranjais californianos, que ao sofrerem intempéries favorecem os produtores brasileiros,
agora é a vez das abelhas. Sem colméias, não haverá mel, menos ainda cera. Talvez seja
o fim dos laranjais, porque o ciclo natural é holístico. Rompido um elo da cadeia vital e
tudo resta comprometido. Não se deve festejar muito com o insucesso ianque. O meio
ambiente é tema que não respeita fronteiras. Chuva ácida não cai apenas no país emissor
de gases poluentes. A seca, as inundações, os tsunamis, os furacões, não obedecem à
pretensão humana de convencionar limites.

O mundo é um só, cada vez menor, cada vez mais poluído. Aquilo que hoje acontece no
quintal alheio, poderá chegar rapidamente ao nosso. Por isso é que a educação ambiental
seria a única luz ecológica suscetível de mudar o rumo da História. A consciência ambiental
bem formada é a alternativa ao caos que se avizinha se os homens não tomarem juízo.

José Renato Nalini é desembargador do Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São
Paulo, autor de \"A Rebelião da Toga\", Editora Millennium, 2006. E-mail:
jrenatonalini@..-
Visite o blog do Dr. Nalini no endereço http://renatonalini.zip.net e dê sua opinião sobre
seus artigos.

Fonte: WebApacame – Veículo: Jornal de Jundiaí - Seção: Opinião - Data: 03/01/2008 -
Estado: SP
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8 - CONGRESSO NACIONAL DE APICULTURA JÁ TEM TEMA DEFINIDO

Abelhas para Humanidade - A Federação Mineira de Apicultura acaba de definir o tema
principal do 17º. Congresso Brasileiro de Apicultura e 3º. Congresso Brasileiro de
Meniponicultura: “Abelhas para a humanidade”.

O evento, que será realizado de 1 a 8 de junho de 2008, no Expominas, terá como sub-
tema “qualidade e meio ambiente” e promete reunir cerca de 3.000 apicultores de todo o
País. A comissão técnica, formada pelos especialistas Irone Martins Sampaio (Femap-MG),
Esther Margarida Bastos (FUNED), Dejair Dejair Message (Universidade Federal de Viçosa),
entre outros, já estão se mobilizando para definir toda a programação que incluirá a
presença de profissionais internacionais.

O presidente da Femap, Irone Martins Sampaio está otimista com o congresso pois,
segundo ele, os temas abordados nesta edição, propiciarão aos congressistas a
oportunidade de aperfeiçoamento na área de atuação. “Durante o congresso, será
bastante discutida a importância da abelha, a polinização e o meio ambiente, enfatizando,
claro, a qualidade dos produtos gerados por essa cadeia produtiva”, comenta. “Vale
destacar que o 17º. Congresso Brasileiro de Apicultura e 3º. Congresso Brasileiro de
Meniponicultura terão, portanto, como objetivos o fortalecimento da institucionalidade
apícola no Brasil, além da promoção do desenvolvimento de projetos específicos e o
incremento do investimento em estratégias para aumentar o consumo do produto apícola
dentre outros”, reforça.

A Federação Mineira de Apicultura congrega 35 entidades entre cooperativas, associações
apícolas e entrepostos (estabelecimentos que comercializam os produtos da abelha), tendo
como um montante mais de dois mil apicultores associados.

Fonte: Assessoria de Imprensa: Primeiro Plano Comunicação (31) 3234-0714 -
http://www.congressoapicultura2008.com.br

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9 - ABELHAS SÃO RESPONSÁVEIS PELA POLINIZAÇÃO DE 73% DAS ESPÉCIES
CULTIVADAS NO MUNDO

Abelha no baccharis - Prática é um dos principais fatores de crescimento do mercado
apicultor

No momento atual, a apicultura nacional vive um período de grande crescimento em todas
as regiões do país, inclusive na diversificação da exploração dos produtos apícolas. A
polinização é apontada como um dos grandes coadjuvantes desse crescimento. Trata-se
do processo de transferência do grão de pólen para o estigma das flores ocorrendo assim
a fecundação que leva à posterior frutificação.

Estima-se que aproximadamente 73% das espécies vegetais cultivadas no mundo sejam
polinizadas por alguma espécie de abelha, 19% por moscas, 6,5% por morcegos, 5% por
vespas, 5% por besouros, 4% por pássaros e 4% por borboletas e mariposas.

Os serviços de polinização prestados por estes polinizadores, em termos globais, oferecem
uma contribuição significativa a várias culturas no mundo de, aproximadamente, US$ 54
bilhões de dólares por ano. Grande parte dos serviços de polinização prestados pelos
agentes polinizadores ocorre em espécies vegetais silvestres e está incluído dentro dos
chamados serviços de ecossistema, os quais também incluem os agro-ecossistemas, e
foram estimados valerem, em média, US$ 33 trilhões de dólares anuais.

De acordo com o presidente da Federação Mineira de Apicultura, Irone Martins Sampaio, o
Brasil é visto internacionalmente como o pulmão do planeta, o que capitaliza a excelência
dos subprodutos apícolas brasileiros. “Por meio da polinização realizada pelas abelhas,
ocorre um significativo aumento na produção agrícola da ordem de 65%”, comenta.

Ele explica ainda que a agricultura como um todo depende da polinização que é feita
regularmente pelas colônias oriundas de apiários organizados e por colônias alojadas em
cavernas, árvores e cupins. A floração agrícola, por sua vez, não é uniforme. Durante todo
o ano, e assim como as abelhas, necessitam de outros pastos apícolas. “Existem inúmeras
plantas que são visitadas pelas abelhas. Mas o importante é que os agricultores tenham
consciência da necessidade de se destinar áreas de pastagens apícolas em cada
localidade, em cada fazenda que com certeza contribuirá e muito para o aumento de grãos
e para o equilíbrio ecológico”, explica.

Irone Sampaio ressalta que, como as matérias primas básicas da apicultura são as flores e
as mesmas significam “verde”, \"mato\", a exploração apícola nas propriedades rurais
leva
o agricultor a repensar sua postura frente ao desmatamento e queimadas. “Preservação
de reservas, conservação das matas ciliares, dos recursos hídricos significam
sobrevivência. O produtor rural, do segmento apícola sabe que preservar o meio ambiente
dá lucro e é bom não somente para os olhos e a saúde, mas também para o bolso”,
reforça.

Atividade Estratégica

A apicultura responde por 65% dos produtos da cesta básica e é uma das únicas
atividades agropecuárias que harmoniza todos os requisitos da sustentabilidade:
econômico, social e ecológico, pois garante a ocupação da mão-de-obra familiar e melhora
a saúde da população rural, através da incorporação dos produtos apícolas nos hábitos
alimentares. Além disso, as apicultura preconiza a conservação das matas e da
biodiversidade, já que abelhas precisam de plantas vivas para retirarem seu alimento. “
Os produtos apícolas obtidos das matas ciliares são muito valorizados em todo o mundo e
são considerados “organic products,” pois são isentos de pesticidas”, ressalta; .

\"A apicultura é uma atividade agropecuária que precisa de estímulo. Isto significa a
chance
de criação de novos postos de empregos a baixo custo e com grandes vantagens:
empregos na área rural do Estado. Além disto, a apicultura oferece a possibilidade de
absorver a mão-de-obra familiar, contribuindo para a reagregação da principal célula
social, a família.\"
Fonte: Assessoria de Imprensa: Primeiro Plano Comunicação (31) 3234-0714 –
http://www.congressoapicultura2008.com.br
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10 - 17º CONGRESSO BRASILEIRO DE APICULTURA, de 1 a 04 de junho de 2008, Belo
Horizonte - MG

O 17º CONGRESSO BRASILEIRO DE APICULTURA, o mais significativo evento nacional de
apicultura, terá como tema principal Abelhas para a Humanidade: Produtividade, Qualidade
e Meio Ambiente. Na oportunidade, serã o realizados, em paralelo, o 3º Congresso
Brasileiro de Meliponicultura (01 a 04 de junho), a Feira de produtos Apícolas (01 a 08 de
junho), Rodada de Negócios, Clínicas Tecnológicas, Oficinas, Mini Cursos e Encontro
Brasileiro do Projeto APIS (Apicultura Integrada e Sustentável). A promoção do evento é
da Confederação Brasileira de Apicultores - CBA, Federação Mineira de Apicultura - FEMAP,
e do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas - SEBRAE.


A Feira Apícola acontecerá no mesmo período do Congresso, de 01 a 08 de junho de 2008.
O objetivo é prospectar negócios no segmento e propiciar aos agentes envolvidos
oportunidade para contatos diretos de negócios, de forma ágil e dinâmica, aproximando
fornecedor, cliente, instituições governamentais, associações de classe e empresários
nacionais e internacionais. É importante destacar que a Feira acontecerá em paralelo com
a SUPERAGRO.

A SUPERAGRO Minas estará em 2008 na sua quarta edição, confirmando o perfil de uma
das mais importantes feiras de negócio nas áreas rural e agroindustrial de Minas Gerais.
Um dos indicadores do sucesso é confirmado pelas edições anteriores em volume de
negócios e público visitante, com 150 mil pessoas em 2005, e 160 mil pessoas em 2006 e
150 mil pessoas em 2007.

Fonte: http://www.congressoapicultura2008.com.br - www.femapmg.com.br -
www.brasilapicola.com.br
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11 - O mel pode ajudar a emagrecer?

Elaine Utsunomiya - elaine@... - Douglas Marçal - O mel, se ingerido à noite, pode ajudar
na aceleração do metabolismo

Que o mel tem propriedades terapêuticas e é rico em calorias todo mundo já sabe, mas
que esse melado divino, fabricado pelas abelhas, pode ajudar no emagrecimento é de
despertar a curiosidade.

No livro \"A Dieta do Mel\", os escoceses Mike e Stuart MacInnes, farmacêutico, e seu
filho
nutricionista, defendem que o consumo de duas colheres de mel antes de dormir aliado a
prática de uma série de exercícios físicos leves ajudam na perda de peso e na queima de
gorduras extras.
A doutora em Ciência da Nutrição Gersislei Antônia Salado, também coordenadora do
curso de Nutrição do Centro Universitário de Maringá (Cesumar), avalia com cautela a
dieta e destaca que o resultado não tem comprovação científica.

\"Pode ser que haja benefícios, mas não há nada cientificamente provado\", menciona
a
doutora em Nutrição. \"O problema é as pessoas acharem que podem emagrecer só com
mel, que é calórico e não é recomendado a quem faz dieta alimentar\", acrescenta.
Gersislei Salado lembra que o mel até pode fazer parte da alimentação diária, mas desde
que consumido sempre com cautela.

Para perder peso não há fórmula mágica. A recomendação é tão batida quanto atual: dieta
equilibrada e controlada, além da prática de exercícios físicos regulares e muita força de
vontade.

Fonte: WebApacame - Veículo: O Diário de Maringá - Seção: Estética & Beleza -
Data: 13/01/2008 - Estado: PR
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12– CHINA - SE DETECTARAM ANTIBIOTICOS NO MEL

Durante os dois últimos meses, o Conselho do Consumidor analisou amostras de mel que
comprou nos supermercados locais e lojas em Macao, para provar a higiene dos produtos,
e também a segurança dos alimentos. Foi detectado um alto nível de antibióticos nas
amostras de mel produzidas no continente que estão à venta em Macao. Estes antibióticos,
de acordo com Alexandre Ho, Se o presidente do Conselho dois Consumidores podem ser
prejudiciais para as mulheres grávidas e as que estejam amamentando, acrescentando
que seis das 30 amostras analisadas não puderam passar a prova de qualidade, já que em
quatro das amostras produzidas no continente, os níveis de antibióticos detectados são
superiores aos que permitem na China, assim como a que se permite nos Estados Unidos
e na Europa.

Fonte: Notícias Apitrack nº 21 – 03/01/2001 -
http://www.macaudailytimesnews.com/index.php?
option=com_content&task=view&id=4826&Itemid=28
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SEAB
DERAL – DEPARTAMENTO DE ECONOMIA RURAL
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