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Informativo - nº012 - Setembro de 2008 - roberto de a silva
Nome: roberto de a silva
Endereço: rua dos funcionários, 1559
Bairro: cabral
CEP: 80035050
Município - UF: Curitiba - PR
E-mail: MANDAR E-MAIL
- Informativo -
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BOLETIM
“SOS ABELHAS NATIVAS do BRASIL”
Ano I - nº 12 - 29 de Setembro de 2008
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LEIA NESTA EDIÇÃO:

1 - Um minuto de Reflexão; 2 - Vem aí o 2º Seminário Paranaense de
Meliponicultura, em Curitiba – PR; 3 – Dia 4 de setembro aconteceu REUNIÃO sobre
regulamentação da Resolução CONAMA nº 34/2004; 4 – Curso Avançado: abelhas
melíferas silvestres “sem ferrão”, em Curitiba – Paraná; 5 – Argentina - Curso em
Criação de Abelhas sem Ferrão en Província de Misiones;6 – Criação de abelhas é
opção de desenvolvimento sustentável para a Ilha Grande; 7 – UFMA: projeto identifica
espécies de abelhas; 8 – 2ª reunião sobre a Regulamentação da Resolução CONAMA nº
346-2004; 9 – Polinização com Abelhas Nativas; 10 – Meliponicultura no Brasil : Desafios
e Perspectivas futuras; 11 – Notícias da FEPA (CONESA e Câmara Técnica de Apicultura e
Meliponicultura – CEDRAF/SEAB).
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1 - Um minuto de Reflexão

· "O homem está sempre disposto a negar aquilo que não compreende." - Luigi Pirandello

· "Alguns homens vêem as coisas como são, e dizem: Porquê? Eu sonho com as coisas que
nunca foram e digo: Porque não?" - George Bernard Shaw
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2 – Vem aí o 2º Seminário Paranaense de Meliponicultura, em Curitiba – PR

Já está tudo acertado. Dia 28 de novembro de 2008, acontecerá o "2º SEMINÁRIO
PARANAENSE DE MELIPONICULTURA”, no Anfiteatro do Instituto Emater-PR (rua da
Bandeira, 500 – Ahú/Cabral), em Curitiba – PR, uma realização da Federação Paranaense
de Apicultura (FEPA).

Várias são as palestras previstas:

. “Abelhas brasileiras: aspectos sobre sistemática e identificação”, com o Prof. GABRIEL A.
R. MELO, sob a coordenação de Daros Teodoro da Silva (SEAB/DEAGRO);

. "A importância das Abelhas Sem Ferrão para o meio ambiente e como agentes
Polinizadores", com a Profª VERA LUCIA IMPERATRIZ FONSECA – USP, sob a coordenação
de Marcelo Bosco Pinto (SPVS).

. "Aspectos sobre legislação, políticas públicas, comercialização e organização da
meliponicultura" (Eunice Lislaine Chrestenzen de Souza - Núcleo de Fauna e Recursos
Pesqueiros -IBAMA - PR, Dennis N. Marques Patrocínio (IAP/DIBAP/CONFAUNA) e João
Carlos Rocha Almeida (SEAB/DEFIS/SIP/POA), sob a coordenação de Roberto de Andrade
Silva (SEAB/DERAL).

. “Aspectos da criação de Abelhas Mandaçaia“ (Melipona quadrifaciata quadrifaciata), com
o meliponicultor CARLOS CHOCIAI (Apiários Carlos Chociai), sob a coordenação do Prof.
Harold Brand (Colégio Curitibano).

. “Aspectos da criação de Jataí" (Tetragonisca angustula angustula), com o meliponicultor e
presidente da APA, SEBASTIÃO RAMOS GONZAGA, sob a coordenação de Paulo Luciano da
Silva (Instituto Emater-PR).

. “Aspectos da criação de Tubuna" (Scaptotrigona bipunctata), com o meliponicultor -
ÉDERSON JOSE HOLDIZS, sob a coordenação de Marcos Antonio Dalla Costa (Secretaria
Municipal de Meio Ambiente - Mandirituba).

Também, está prevista uma Mostra sobre Meliponicultura, espaço livre para apresentação
de posters, fotos, materiais/máquinas/equipamentos utilizados na meliponicultura, colônias
de ASF e para degustação de méis de ASF.

Mas informações com: Roberto de A Silva - andrades@seab.pr.gov.br - (41) 3313.4132 e
Paulo Luciano da Silva – sac@emater.pr.gov.br - 0**41-3250.2263 -
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3 – Dia 4 de setembro aconteceu REUNIÃO sobre regulamentação da Resolução CONAMA
nº 346/2004

A reunião sobre a Regulamentação da Resolução CONAMA nº 346/2004, aconteceu dia 4
de setembro de 2008, no Anfiteatro da SEAB (rua dos Funcionários, 1.559 - Cabral -
Curitiba - PR), no horário das 17 horas às 19 horas.

A pauta proposta para a reunião e cumprida, foi: - 17:10 horas às 17:50: apresentação de
propostas de regulamentação da Resolução CONAMA nº 346/04; - 17:50 às 18:30 horas:
debate; e, - 18:30 às 19 horas: conclusões e encaminhamentos finais.

Os participantes, foram: Roberto de A Silva (SEAB – andrades@seab.pr.gov.br -
3313.4132), Marcos Dalla Costa (Prefeitura Mandiritura – 3626.1784 –
semamandi@yahoo.com.br) , Salete P. Uczai (produtora – Mandirituba – 3626.1663),
César R. Oliveira (APA – 3256.0504 – apiscesar@hotmaiol.com), Harold Brand (APA –
3333-3426 – colcuritibano@netpar.com.br), Deni Scwartz (CBRAS – 9193.5691 –
denils@comfauna.com), Marcelo Bosco (SPVS – 3339.4638 – Marcelob@spvs.org.br),
Solange R. Malkowski (MHNCI – 3366.3133 – solangereginam@yahoo.com.br) Eunice L. C.
de Souza (IBAMA – 3360.6100 – Eunice.Souza@ibama.gov.br), Daros A T. da Silva
(darosteodoro@seab.pr.gov.br - 33134047), Adhemar Pegoraro (UFPR e FEPA - 3250-
5778 - apegoraro@ufpr.br).

Foi aberta a palavra e dentre os presentes o biólogo/meliponicultor Deni Schwartz,
apresentou considerações sobre a Instrução Normativa nº 169, de 20 de 2008 - IBAMA e
informou que os setores ligados à fauna silvestre estão propondo alterações na citada IN,
que deverá ser substituída por outra.

Também, fez referências à Resolução nº 346, 16 de agosto de 2004 (Conama) e submeteu
aos presentes sua proposta de regulamentação da dita resolução, cujo resumo segue
abaixo.

***
“Licenciamento da Meliponicultura
Necessidade para 50 ou mais colônias. Obs: sugerirmos que a Jataí (Tetragonisca
angustula) seja incluída entre as espécies consideradas sinantrópicas, cuja criação seria
dispensada de licenciamento.

Licenciamento de empreendimentos de Fauna (Criadouro, etc): Primeira Etapa: Licença
Prévia ou Autorização prévia; Segunda Etapa: Licença de Instalação ou Autorização de
Instalação; Terceira Etapa: Licença de Operação ou Autorização de Uso e Manejo.

Proposta para Licenciamento da meliponicultura: Apenas duas (2) etapas: licença prévia e
licença de Operação.

Para obtenção da Licença Prévia (LP): Cadastro do empreendedor no CTFA e no SISFAUNA
(CPF ou CNPJ); Cadastro de cada um dos meliponários pretendidos no SISFAUNA com:
Localização georeferenciada e Espécies a serem criadas.

Para obtenção da Licença de Operação (LO): Protocolo no IBAMA do Projeto Técnico do(s)
meliponário(s), com: 1 - objetivo do empreendimento; 2 - croquis de acesso à
propriedade; 3- Localização do(s) meliponários na propriedade; 4 - Quantitativo planejado
de colônias por espécies por meliponário; 5 - Descrição das colméias a serem utilizada
para cada espécie; 6 - Formas de obtenção das colônias; 7 - Descrição do Manejo a ser
empregado na criação; 8 - Descrição dos métodos de marcação, registro e controle das
colônias; e, processamento dos produtos.

Após o protocolo aguardar avaliação técnica do projeto e emissão da Licença de Operação
(LO) pelo SISFAUNA.” Ao finalizar a apresentação, Deni Scwartz, ressaltou que a proposta
é base para o debate coletivo, ainda com necessidade de alguns ajustes e adendos.

***
Na ocasião os presentes fizeram suas considerações sobre a situação atual da
meliponicultura e sobre a proposta propriamente dita, restando o consenso que deverá
haver maior debate e reflexão sobre o tema, inclusive consultando-se o maior número de
envolvidos com a criação de ASF e por todo o Paraná.

Restou também consensado que uma proposta servirá para balizar legislação específica do
estado do Paraná e legislação federal (IBMA).

A seguir o Marcelo Bosco (SPVS), informou sobre a redação final do Plano de Ação
Meliponíneos (IAP), cujo documento será encaminhado aos autores e participantes da
reunião e que alguns aspectos já foram especificados/detalhados e poderão ter
implementação no curto prazo. Roberto de A Silva (SEAB), repassou algumas informações,
conforme segue:

1- A FEPA (Adhemar Pegoraro) protocolou junto à SEAB (Secretário Walter Bianchini),
ofício solicitando estudos, visando instituir legislação estadual de Qualidade e Identidade
de Méis de Meliponíneos, registro e rotulagem de produtos, conforme recomendação do I
Seminário Paranaense de Meliponicultura (27/09/2007);

2 - A FEPA (Adhemar Pegoraro) está abrindo à meliponicultura a possibilidade da criação
de Câmara Técnica/Grupo de Trabalho, no âmbito da entidade, também em conformidade
com recomendação do I Seminário Paranaense de Meliponicultura, cuja proposta de
portaria/resolução será enviada a todos para reflexão e definições posteriores;

3 - Também, existe a possibilidade de instituir-se no âmbito da SEAB – CEDRAF, de
Câmara Técnica/Setorial que poderá abranger a meliponicultura, resguardando-se a
especificidade do segmento, cuja deliberação de criação deu-se no Encontro Estadual de
Apicultura (2006) e aprovação em reunião do CEDRAF;

4 - dia 10 e outubro, acontecerá o 4º Encontro Estadual de apicultura e dia 28 de
novembro de 2008, acontecerá o II Seminário Paranaense de Meliponicultura, ambos em
Curitiba e no Instituto Emater-PR.

Assim, após a apresentação, debate e informações adicionais, resultou as seguintes
conclusões:

a)- a proposta apresentado por DENI SCHWARTZ (acrescida das considerações do
presentes), deverá sofrer a reflexão e o debate do maior número possível de atores da
meliponicultura (criadores, pesquisadores, agentes públicos, técnicos, etc);

b)- Novas propostas e/ou Sugestões visando o seu aperfeiçoamento, devem ser remetidas
para: Roberto de A Silva (SEAB/DERAL - andrades@seab.pr.gov.br - 3313.4132); Deni
Schwartz (CBRAS – 9193.5691 – denils@comfauna.com) e/ou Eunice L. C. de Souza
(IBAMA – 3360.6100 – Eunice.Souza@ibama.gov.br), que farão a coleta, aglutinação e
sistematização;

c)- dia 16 de outubro (Curitiba, na SEAB, às 17 horas), será realizada nova reunião para a
continuidade dos estudos, debates e apresentação das propostas e sugestões recebidos.

Mais informações com: Roberto de A Silva (SEAB/DERAL - andrades@seab.pr.gov.br - (41)
3313.4132).
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4 – Curso Avançado: abelhas melíferas silvestres “sem ferrão”, em Curitiba - Paraná

O Pré-requisito: a) Ensino Médio completo e b) Vivencia na criação de meliponídeos. A
Área Temática: Uso auto-sustentado do meio ambiente. A Duração do Curso: Data do
inicio – 10 Nov 08 e Data do termino – 14 Nov 08. A Carga Horária: 40 horas – 10 horas
teóricas e 30 horas práticas e o total de módulos: 7 (sete).

O curso será ministrado por: Prof. Harold Brand (Meliponicultor, Biólogo e Consultor da
APA) e Sebastião Gonzaga (Meliponicultor e Presidente da APA)

Justificativa:

É imenso o potencial que a meliponicultura possui para auxiliar o desenvolvimento auto-
sustentável dos nossos remanescentes florestais e agregar valor ao rendimento na
agricultura e em particular ao pequeno agricultor e mesmo as pessoas de baixa renda até
áreas urbanas:

1 - Pela venda de famílias obtidas através da multiplicação artificial (portanto sem agredir
o meio ambiente); 2) - Pela venda dos produtos derivados, mel e própolis; 3) - Aluguel
para a polinização (meliponicultura migratória).

Portanto, é notório a necessidades de pessoas capazes de orientar, manipular, pesquisar
esse material predominantemente brasileiro. Lembrando ainda que: 1) - Abelhas de fácil
manipulação - sem riscos de acidentes – equipamentos e manejo de baixo custo - podem
ser instaladas e manejadas em áreas residenciais; e, 2) - potencial comercial promissor.

Essas abelhas produzem o melhor mel que se conhece, pois alto valor nutricional e
terapêutico.

Condições de inscrição: Mediante pagamento de R$ 300,00 a ser depositado no Banco
(HSBC), Agência ( 0038) e C /C nº 15.781-86, em nome de HAROLD BRAND.

Número de vagas: 15 alunos e Parte Prática Estrutura dos Instrutores, em Campo Largo -
Piraquara e Curitiba - PR

Recursos materiais a serem usados: Estrutura do Colégio Curitibano, Rua Amazonas nº
368 – Água Verde (proximidades do Clube Paraná de Futebol) – fone: OXX-41- 3333-
3426, Secretaria Srª Denize.

Informações e inscrições: Secretaria da APA, contato pelo e-mail
gonzaganativas@bol.com.br - 0**41- 3256-0405.
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5 – Argentina - Curso em Criação de Abelhas sem Ferrão en Província de Misiones

Na sexta-feira, 26 de setembro e 3 de outubro de 15 a 20 na cadeira de Ecologia Geral da
Faculdade de Ciências, Química e Natural de la UNAM (AZARA Felix de 1552, 5 º andar
laboratório 20), vai ditar o curso em criação e gestão de abelhas sem ferrão nativas-iates.
Os professores vão ser licenciada pela Aida Tricio e magister Horacio Walantus .

Enseñarán cría y manejo de abejas nativas

El viernes 26 de septiembre y el 3 de octubre, de 15 a 20 en la cátedra de Ecología
General de la Facultad de Ciencias Exactas, Químicas y Naturales de la Unam (Félix de
Azara 1552, 5º piso laboratorio 20), dictarán el curso sobre cría y manejo de abejas
nativas sin aguijón-yateí. El costo del curso será de $ 100 para público en general y de $
50 para alumnos. Hay cupos limitados.

El temario del curso "cría y manejo de abejas nativas sin aguijón-yateí" será:

- Abejas nativas de Misiones; - Organización social; - Arquitectura del nido; - Miel:
características e extracción; - Materiales de construcción; - Colmenas: diseños, manejo; -
Cuidados, trasiego y división; - Flora; - Enfermedades, problemas frecuentes,
propuestas; - Instalación del meliponario

Los docentes a cargo serán la licenciada Aída Tricio y el magister Horacio Walantus. El
práctico a determinar en conjunto.

Los Informes pueden realizarse al teléfono: 427491 - 422186 – 435088 - Cátedra Ecología
General (interno 102) 5º piso laboratorio 20 - Secretaría de Extensión (interno 147). Las
Inscripciones se realizan en el 2º piso con la señora Alicia Turrella (interno 150). Se
entregarán apuntes y certificados a los participantes y el cupo mínimo es de 10 personas y
el máximo es de 30.

Fonte: http://www.misionesonline.net/paginas/detalle2.php?db=noticias2007&id=121225 -
17/09/2008
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6 – Criação de abelhas é opção de desenvolvimento sustentável para a Ilha Grande

Ronaldo Braga - O Globo – Rio - A criação de abelhas sem ferrão, conhecida como
meliponicultura, é uma atividade de desenvolvimento sustentável que se tornou alvo de
pesquisas no entorno do Parque Estadual da Ilha Grande, administrado pelo Instituto
Estadual de Florestas (IEF/RJ). Conduzida por especialistas da Universidade Federal Rural
do Rio de Janeiro (UFRRJ), a pesquisa recomenda a criação para fins ecológicos e
produtivos - produção de frutos e sementes e venda de enxames e mel.

Desenvolvida há quatro anos, a pesquisa passou por várias etapas, desde os estudos
iniciais sobre as espécies de abelhas sem ferrão da Ilha Grande - que corriam risco devido
à sua ocupação no meio urbano e a conseqüente destruição de suas colméias pela
população - até as atividades de conscientização, educação ambiental junto à população
local e a capacitação de produtores, que trabalham sob supervisão da universidade. A
equipe estima que mais de 1 mil pessoas foram envolvidas nas atividades do projeto, mas
apenas alguns criadores foram selecionados.

- O projeto enfatizou principalmente lançar e subsidiar o processo educativo e
experimental junto à criação de abelhas indígenas sem ferrão, para demonstrar à
comunidade a possibilidade dessa atividade rural ser integrada à Natureza - afirmou a
coordenadora da pesquisa, Maria Cristina Affonso Lorenzon, professora do Instituto de
Zootecnia da UFRRJ.

O mel produzido pelas abelhas jataí (Tetragonisca angustula), de alta qualidade, está
sendo comercializado na própria ilha e os guias turísticos já começam a incluir em seu
roteiro de visitas os meliponários, situados nas localidades de Saco do Céu, Vila do Abraão
e Dois Rios, no entorno do parque. Todo o processo de criação é artesanal. A
pesquisadora ressalta os benefícios ambientais da proteção às abelhas da mata Atlântica.

Fonte: Fonte: Veículo: O Globo Online - Seção: Plantão - Data: 17/09/2008 - Estado: RJ -
http://oglobo.globo.com/rio/mat/2008/09/17/criacao_de_abelhas_opcao_de_desenvolvime
nto_sustentavel_para_ilha_grande-548265581.asp - 17/09/2008
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7 – UFMA: projeto identifica espécies de abelhas

SÃO LUÍS - O Maranhão abriga uma grande variedade de ambientes como florestas,
cerrados, restingas (solos arenosos e salinos, próximos ao mar) e manguezais que
proporcionam uma diversidade de ninhos de abelhas. No cerrado, por exemplo, há grande
concentração de ninhos de abelhas sem ferrão, que produzem mel de boa qualidade.
Pesquisadores do Departamento de Biologia da UFMA realizam projeto utilizando os insetos
como ferramenta de conservação, polinização e desenvolvimento sustentável comunitário.

O projeto tem como objetivo identificar espécies de abelhas – novas ou já conhecidas - de
determinadas localidades. Após esta etapa, são selecionadas algumas espécies para
criação. Desta forma, comunidades podem usufruir de forma adequada um dos produtos
da colméia, o mel.

Segundo a coordenadora do projeto, Márcia Rêgo, são oferecidos às comunidades cursos
sobre a criação dos insetos. As abelhas das áreas do cerrado costumam ser responsáveis
por até 70% da polinização das plantas. “Elas são, dentre todos os polinizadores, as mais
importantes e mantenedoras do ecossistema, o que ocasiona a produção de melhores
frutos”, ressalta a pesquisadora do Laboratório de Estudos sobre Abelhas.

A primeira parte do projeto foi finalizada em 2007 no município de Balsas e este ano, a
segunda, será realizado em Barreirinhas. No princípio, foi feito um levantamento dos
ninhos através de busca direta em árvores, troncos e galhos das plantas. As abelhas são
seguidas após caírem nas iscas - matérias em decomposição e melado. “Desta forma,
temos conhecimento da biodiversidade de espécies existentes naquele ambiente. Para a
criação, nos interessamos pela Melipona subnitida, a Jandaíra”, diz Márcia Rêgo. Esta
espécie foi descoberta em 1910 em Alcântara e somente em 2005, após 95 anos, foi
redescoberta, no projeto, por isso o interesse em repovoá-la.

Fonte: http://imirante.globo.com/plantaoi/plantaoi.asp?codigo1=176630 - 19/09/2008
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8 – 2ª reunião sobre a Regulamentação da Resolução CONAMA nº 346-2004

Dando encaminhamento à deliberação de reunião ocorrida dia 4/09/2008, através do
presente renovamos o CONVITE a todos os atores da meliponicultura para participação na
2ª reunião sobre a Regulamentação da Resolução CONAMA nº 346/ 2004, conforme segue.

Quando: dia 16/10 (quinta-feira)
Horário: das 17 às 19 horas
Local: na SEAB (rua dos Funcionários, 1559 - Cabral), em Curitiba
Pauta: Recepção, apresentação e debate de propostas sobre a regulamentação da
Resolução CONAMA nº 346, de 16 de agosto de 2004.
Público-Alvo: atores da meliponicultura (lideranças, técnicos, criadores e demais
interessados)

P.S: Dia 10/10 (sexta-feira), acontece o 4º Encontro Paranaense de Apicultura, no
anfiteatro do Instituto Emater- rua da Bandeira, 500 - Ahú/Cabral - Curitiba - PR.

Para o envio de propostas, sugestões e informações sobre a REUNIÃO, contatar com:
Roberto de A Silva (SEAB/DERAL - andrades@seab.pr.gov.br - 3313.4132); Deni Schwartz
(CBRAS – 9193.5691 – denils@comfauna.com) e/ou Eunice L. C. de Souza (IBAMA –
3360.6100 – Eunice.Souza@ibama.gov.br).
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9 – Polinização com Abelhas Nativas

Paulo Eugênio Oliveira - Instituto de Biologia – Universidade Federal de Uberlândia -
poliveira@ufu.br.

As abelhas são os principais polinizadores tanto de plantas nativas quanto de plantas
cultivadas. As abelhas representam mais da metade das espécies de polinizadores
associados à plantas cultivadas e, provavelmente, polinizadores de mais de 90% dos
cultivos onde polinização por animais é, de algum modo, requerida. Trabalhos recentes
têm mostrado que os polinizadores são importantes para a produção agrícola de mais de
60% dos cultivos mais importantes numa escala mundial, apesar de serem menos
importantes em cultivos de larga escala, os chamados “cash crops”.

A importância dos polinizadores e das abelhas em particular varia de cultivo para cultivo
sendo que em apenas pouco mais de 10% dos cultivos a produção depende diretamente
da polinização. Entre as plantas cultivadas que dependem de polinização, a maioria está
associada à Apis mellifera, que constitui a espécies mais amplamente utilizada e
manejada, mas é interessante que, em muitos daqueles cultivos que dependem
essencialmente de polinizadores, as abelhas de mel são pouco eficientes ou de todo
inadequadas para a polinização. Abelhas nativas são polinizadores importantes em cultivos
tropicais e em grupos específicos de plantas cultivadas. Entre as plantas que dependem
essencialmente da polinização para a produção, temos no Brasil o caso do maracujá.

Esta espécie é um exemplo claro, pois as flores dependem, para a formação de frutos, de
polinização cruzada por abelhas grandes o suficiente para transferir pólen das anteras de
uma flor para o estigma de outra. Ausência de polinização representa produção
praticamente nula e prejuízo para o produtor. As abelhas carpinteiras, mamangavas do
gênero Xylocopa e outras abelhas solitárias de maior porte são os principais polinizadores
do maracujá no Brasil.

Mas a diversidade destas abelhas e suas populações no entorno do plantio tem sido
reduzidas drasticamente em muitas regiões. Tal redução, provavelmente associada a
práticas de manejo e destruição dos locais de nidificação, tem obrigado a utilização de
polinização manual de plantios inteiros, aumentando extraordinariamente os custos de
produção. Como em outros cultivos, a manutenção dos serviços de polinização por abelhas
no maracujá e a obtenção de ganhos de produção sustentáveis, dependem da
conservação da diversidade das abelhas nativas no entorno dos plantios.

Como o maracujá é sazonal no sul e sudeste do Brasil e oferece apenas néctar para as
abelhas, a manutenção das populações destes polinizadores no entorno dependerá da
conservação das fontes alternativas de pólen e néctar presentes na vegetação nativa,
além da conservação dos sítios de nidificação. (FAPEMIG)

Fonte: Anais do XVII congresso Brasileiro de Apicultura e III Congresso Brasileiro de
Meliponicultura – 1 a 4 de junho de 2008 – BH – MG
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10 – Meliponicultura no Brasil : Desafios e Perspectivas futuras

Perfil e Trajetória da Meliponicultura no Rio Grande do Sul

Betina Blochtein¹ & Sidia Witter² - ¹ Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.
Av. Ipiranga, 6681. 90 619900 Porto Alegre, RS, Brasil. e-mail: betinabl@pucrs.br; ²
Fundação de Pesquisa Agropecuária do RS. e-mail: sidia-witter@fepagro.rs.gov.br

Em consonância com outras regiões do Brasil, o mel de abelhas sem ferrão tem sido
apreciado por sucessivas gerações no Rio Grande do Sul. Relatos revelam lembranças de
coletas de mel de ninhos de várias espécies de abelhas que atualmente são raras ou
vulneráveis à extinção (Blochtein & Harter 2003). Além da extração de mel de ninhos
subterrâneos, especialmente Schwarziana quadripunctata quadripuntata e Mourella
caerulea, era comum a prática da manutenção de troncos com ninhos de espécies de
Plebeia e Melipona próximos às residências em áreas rurais ou mesmo em caixas rústicas
de madeira.

A partir de 1974, o acesso à publicação do Dr. Paulo Nogueira Neto teve ressonância no
Rio Grande do Sul onde alguns criadores passaram a adotar colméias racionais. Embora
nesta época os meliponíneos fossem conhecidos nas comunidades, a documentação sobre
as abelhas sem ferrão do sul do Brasil até então era muito escassa e restrita a estados
adjacentes ao Rio Grande do Sul (Ihering 1903).

Com o estabelecimento do Dr. Dieter Wittmann no Rio Grande do Sul, em 1983, estruturou-
se um grupo de pesquisas sobre abelhas nativas, inicialmente vinculado à Fundação
Zoobotânica do Rio Grande do Sul e posteriormente, em 1988, transferido para a Pontifícia
Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). A dedicação de Wittmann foi
recompensada, pois, ao longo cerca de 20 anos transcorridos seu propósito de estudar a
apifauna do Estado tem sido cumprido. Além da formação acadêmica de diversos
especialistas e de publicações sobre as abelhas nativas, foi estruturada uma coleção
científica de abelhas, cujo acervo é considerado como referência para a fauna do sul do
Brasil.

Com documentação de 21 espécies de meliponíneos (Hoffmann & Wittmann 1990;
http://splink.cria.org.br/manager/detail?resource=MCP), o território do Rio Grande do Sul,
representa o limite austral de distribuição da maioria das abelhas sem ferrão ocorrentes
no Brasil (Nogueira-Neto 1997). Sob as condições de clima subtropical desta região, com
baixas temperaturas, especialmente nos períodos de outono e inverno, os insetos
dependem, para a sua sobrevivência, de adaptações bioquímicas e fisiológicas que
resultam na redução do metabolismo.

Como conseqüência às condições adversas verifica-se uma interrupção temporária da
atividade reprodutiva (Nechols et al, 1999). Em abelhas sem ferrão a interrupção das
atividades de postura de ovos pelas rainhas (diapausa reprodutiva) e as conseqüentes
alterações comportamentais das operárias estão relacionadas a fatores climáticos (Juliani
1967; Imperatriz-Fonseca & Oliveira 1976; Kleinert-Giovannini 1982; Van Bethem et al
1995; Freitas & Wittmann 1997; Pick & Blochtein 2002a; Ribeiro et al 2003; Borges &
Blochtein 2005). Embora os estudos sobre os padrões reprodutivos sazonais no Rio Grande
do Sul sejam restritos a algumas espécies verifica-se que as abelhas de diferentes
espécies respondem distintamente às condições climáticas adversas características dos
períodos de outono e inverno.

Em Melipona marginata obscurior (Borges & Blochtein, 2005) as colônias exibem diapausa
facultativa enquanto que em M. bicolor schencki (não publicado) as rainhas não cessam a
postura de ovos. Em contrapartida, investigações confirmam a ocorrência de diapausa
reprodutiva em Plebeia wittmanni (Wittmann 1989; Freitas 1994), P. saiqui (Pick &
Blochtein 2002a, 2002b), P. emerina (Santos 2007) e P. nigriceps (Witter et al, 2007).
Ressalta-se que as condições climáticas do sul do Brasil produzem respostas
comportamentais específicas às espécies de meliponíneos. Portanto, considera-se
fundamental o conhecimento sobre condições internas e externas das colônias ao longo do
ano para a viabilização de seu manejo.

Além da restrição das atividades externas das abelhas durante a diapausa reprodutiva,
também é comum a escassez de floradas em determinados períodos de outono e inverno.
A reduzida disponibilidade de alimentos, assim como a elevada necessidade de consumo
de mel para a termoregulação das colônias, são fatores críticos à sobrevivência das
abelhas. Entretanto, mesmo em diapausa, quando há condições para vôo, as abelhas
visitam flores e coletam tanto néctar quanto pólen (Pick & Blochtein, 2002; Borges &
Blochtein, 2005; Ferreira Júnior & Blochtein, 2007).

Outro recurso essencial para as abelhas é o substrato para a nidificação. Estudos em
andamento (Witter, Imperatriz-Fonseca & Blochtein) no nordeste do Rio Grande do Sul
indicam que Melipona bicolor schencki é exigente quanto ao diâmetro das árvores
ocupadas para alojar seus ninhos. Provavelmente os troncos com maior diâmetro
proporcionam o isolamento térmico necessário à sobrevivência destas colônias. Portanto,
fragmentos de florestas conservadas são essenciais para a manutenção das populações de
abelhas sem ferrão, em especial às espécies de Melipona que são predominantemente
associadas a estes ecossistemas. Para outras espécies como P. emerina, P. droryana,
Scaptotrigona bipunctata e Tetragonisca angustula fiebrigi o diâmetro das árvores
utilizadas parece não ser fator crítico à sua sobrevivência, dado que ocorrem em
abundância em áreas antropizadas, inclusive em ambientes urbanos.

De acordo com os registros de ocorrência obtidos até o momento, verifica-se que a
distribuição geográfica das espécies de meliponíneos não é uniforme no Rio Grande do Sul.
Diferentemente de algumas espécies que apresentam uma ampla distribuição em diversos
ecossistemas do Rio Grande do Sul, a exemplo de Scaptotrigona bipunctata, Trigona
spinipes e Plebeia emerina, diversas outras espécies são restritas a determinadas regiões.
Ilustra-se esta situação com Melipona marginata obscurior, M. quadrifasciata
quadrifasciata, M. bicolor schencki e Plebeia saiqui que estão restritas ao norte e nordeste
do Estado, mais especificamente às regiões do Planalto Superior-Serra do Nordeste, Alto e
Médio Vale do Uruguai e municípios localizados nas áreas altas do Litoral.

Outras espécies são limitadas às áreas mais altas da região Norte, a exemplo de
Nannotrigona testaceicornis e Tetragona clavipes, restritas ao Alto e Médio Vale do
Uruguai. A espécie conhecida como mel de chão (Schwarziana quadripunctata
quadripuntata) ocorre exclusivamente nas áreas central e norte, diferentemente da bieira
(Mourella caerulea), encontrada no centro-sul do Estado. Portanto, é extremamente
importante que cada espécie a ser criada seja selecionada de acordo com a sua
distribuição geográfica original, respeitando-se seus atributos ecológicos e condições de
adaptação ambiental. Atendendo-se a estes requisitos, melhores resultados poderão ser
obtidos em projetos de meliponicultura.

Atualmente o impacto dos desmatamentos, a fragmentação de habitats, a introdução de
espécies exóticas e determinadas práticas agrícolas, além da coleta extrativista de mel em
determinadas regiões, tem sido apontadas como importantes causas da diminuição das
populações de abelhas nativas em nível mundial (Imperatriz-Fonseca et al., 2006). A estas
mesmas causas também é atribuída a situação de ameaça de quatro espécies de
meliponíneos no Rio Grande do Sul (Blochtein & Harter, 2003).

A vocação agrícola do Rio Grande do Sul tem impactado fortemente os ecossistemas e
assim a meliponicultura regional tem se desenvolvido, principalmente, com espécies que
exibem tolerância a ambientes alterados, a exemplo de Tetragonisca angustula fiebrigi,
Scaptotrigona bipunctata e algumas espécies de Plebeia. Apesar da criação de Melipona
quadrifasciata quadrifasciata ser uma prática comum no Estado, não há registros de ninhos
naturais há mais de uma década. Esta situação compromete as perspectivas de
desenvolvimento da meliponicultura com vistas à produção de mel e de ninhos destinados
à polinização de cultivos agrícolas. Wilms et al (1997) estudando insetos visitantes florais
de árvores da Floresta com Araucária no Rio Grande do Sul verificaram que as abelhas
são importantes polinizadores nestes ecossistemas. Enfatiza-se a necessidade de
manutenção das populações de meliponíneos para a polinização de plantas nativas os
quais são essenciais para a conservação da biodiversidade.

A proteção de áreas com hábitat apropriado às abelhas, a conscientização e sensibilização
dos tomadores de decisão bem dos proprietários de terras a respeito da necessidade da
conservação dos polinizadores nativos é fundamental para reverter o processo de perda
das populações de abelhas que está em curso (Blochtein & Harter 2003). Por outro lado, os
conhecimentos dos agricultores sobre abelhas sem ferrão, a exemplo dos locais de
nidificação, épocas de reprodução e fontes de recursos vegetais são importantes bases
para os pesquisadores, que possibilitam a ampliação dos conhecimentos sobre a ecologia
das espécies e abrem possibilidades para pesquisas com vistas ao manejo dirigido à
conservação e criação das espécies de abelhas nativas. Ações conjuntas com agricultores
familiares têm sido mutuamente produtivas. Iniciativas voltadas ao uso sustentável e à
conservação de meliponíneos como recurso para serviços ecossistêmicos tem sido
desenvolvidos conjuntamente com a equipe da Dra. Vera Imperatriz-Fonseca
(Universidade de São Paulo) em nível estadual. O grupo vem trabalhando a questão da
conservação das abelhas nativas, especialmente de meliponíneos na Mata com Araucária
(Cambará do Sul), Mata Atlântica (Rolante e Riozinho) e Região das Grandes Lagoas
(Turuçu) junto a pequenas propriedades rurais, com as famílias de agricultores, em
parceria com a Associação de Apicultores Papa Mel e órgãos governamentais. Estas
iniciativas são relativas à Plebeia nigriceps, Melipona bicolor schencki, Melipona marginata
obscurior e Scaptotrigona bipunctata (www.pucrs.br/ima/promata/manduri/index.html;
Witter et al 2006; 2007).

Neste contexto de atividades de extensão destaca-se o Projeto Manduri executado pela
Associação Papa-Mel de Apicultores de Rolante, RS, em parceria com a PUCRS e outras
instituições governamentais, apoiado pelo Ministério do Meio Ambiente através do PDA
Mata Atlântica. O Projeto, em fase de conclusão, viabilizou o reflorestamento de áreas
degradadas de agricultura familiar, com espécies arbóreas e a criação racional de abelhas
nativas da Mata Atlântica.

Cita-se também como produto do Projeto o “Manual de Boas Práticas para a Conservação
e a Criação Racional de Abelhas Sem Ferrão: manduri, guaraipo e tubuna”, em fase final
de edição. Outras ações relacionadas à divulgação e promoção da meliponicultura no Rio
Grande do Sul têm sido realizadas. A publicação do Boletim sobre Conservação e Criação
Racional de Abelhas Sem Ferrão (Witter et al 2005; 2007) possibilita o acesso facilitado a
informações sobre os meliponíneos do Rio Grande do Sul. Outra oportunidade anual de
trocas de experiências, que ocorre desde 2002, é o Encontro Estadual de Meliponicultores,
promovido pela Federação Apícola do RS, juntamente com Confederação Brasileira de
Apicultura, Associações de Apicultores, Emater/RS e SEBRAE-RS.

Comparativamente à década de 1980 avanços podem ser identificados no
cenário da meliponicultura no Rio Grande do Sul. Embora numerosas ações tenham
contribuído para a conservação das espécies de abelhas sem ferrão e para a otimização
de práticas racionais para o uso sustentável destes valiosos recursos da biodiversidade,
numerosas demandas são identificadas. A seguir apresentam-se questões relevantes para
o desenvolvimento da meliponicultura racional que carecem de investimentos em curto
prazo.

Necessidades relativas às pesquisas:

Informações sobre a ecologia de espécies de abelhas que contribuam para a adoção de
boas praticas de manejo racional; - Identificação de fontes de recursos florais; -
Conhecimento sobre aspectos reprodutivos das abelhas; - Ciclo de vida das distintas
espécies de abelhas em ambiente subtropical; - Estudos sobre as adaptações das abelhas
às condições de clima subtropical; -Conhecimentos dos substratos de nidificação de
distintas espécies de meliponíneos; - Modelos de colméias racionais para diversas
espécies; - Identificação de polinizadores de cultivos agrícolas e sua potencial contribuição
no acréscimo de produtividade; - Aceitação de ninhos armadilha; - Otimização de métodos
de multiplicação de ninhos; - Estabelecimento de critérios para a seleção de espécies e
colônias para uso na meliponicultura.

Necessidades relativas à extensão:

- Consolidação de meliponários modelo; - Capacitação de técnicos rurais e agricultores; -
Estabelecimento de áreas demonstrativas para a polinização de cultivos agrícolas; -
Desenvolvimento de programas de incentivo à meliponicultura associados à
sustentabilidade rural de comunidades baseadas em modelos de agricultura familiar.

Necessidades relacionadas à legislação:

- Regulamentação de conformidade do mel de espécies de abelhas nativas; -
Regulamentação os criadouros de abelhas sem ferrão;

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Fonte: Fonte: Anais do XVII congresso Brasileiro de Apicultura – 1 a 4 de junho de 2008 –
BH – MG
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11 – Notícias da FEPA (CONESA e Câmara Técnica de Apicultura e Meliponicultura –
CEDRAF/SEAB)

Dia 29/09, o CONESA (Conselho Estadual de Sanidade Agropecuária), aprovou o ingresso
da FEPA como mais um de seus integrantes, de acordo com proposição encaminhada ao
Secretário da SEAB, Sr. Valter Bianchini, pelo presidente da federação apícola, Prof.
Adhemar Pegoraro e já divulgado no Boletim Dicas & Notícias & Informações Apícolas nº
97 (29/09/2008).

Também, através do Ofício nº 14/2008 (SID nº 7.056.795-4, de 30/09/2008), a direção da
FEPA (Prof. Adhemar Pegoraro) formalizou solicitação de instituição da Câmara Técnica de
Apicultura e Meliponicultura, no âmbito do CEDRAF.

Vale lembrar que em reunião do CONSELHO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO RURAL E
AGRICULTURA FAMILIAR - CEDRAF, realizada dia 3 de agosto de 2005, foi aprovada a
criação da CÂMARA TÉCNICA DA APICULTURA DO ESTADO DO PARANÁ, com o objetivo
de traçar políticas gerais e específicas para este importante segmento da economia
agropecuária paranaense.

Considerando o crescimento e a importância da meliponicultura no Brasil e também no
Paraná, optou-se por propor uma Câmara Técnica de APICULTURA e MELIPONICULTURA,
conforme proposta de REGIMENTO INTERNO e Minuta da Resolução instituidora, anexada
ao ofício citado.

Caso alguém queira opinar, dar sugestões sobre o tema, entrem em contato:
andrades@seab.pr.gov.br - Roberto de Andrade Silva.

Fonte: FEPA - FEDERAÇÃO PARANAENSE DE APICULTORES - Rua Cel. Amazonas
Marcondes, 319 – Bairro: Cabral - CEP 80.035-230 - Curitiba – PR -
Fepa2007@yahoo.com.br - (0**41) 8803-8848 (A. Pegoraro) – (0**41) - 9182-4467 (L.C.
Chequim
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SEABDERAL
DEPARTAMENTO DE ECONOMIA RURAL
Editor Responsável: Roberto de Andrade Silva - andrades@seab.pr.gov.br -
fone: 0xx41-3313.4132 – fax: 3313.4031 - deral@seab.pr.gov.br - www.seab.pr.gov.br
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